Entrevistas


Histórias de sucesso #59: Anelize Beber Rinaldin – TJGO.

Olá pessoal!

Hoje o histórias de suceso é com Anelize Rinaldin, aprovada no TGO!

Ela gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: ANELIZE BEBER RINALDIN

Data de nascimento: 10/12/1981

Naturalidade: Campo Largo – Paraná

01 - Concurso (s) para magistratura qual (is) foi aprovado:

R: TJGO – 56

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: Concursos menores como procuradora, dentre os quais o de uma Câmara Municipal na qual trabalhei por 4 (quatro) anos e que me propiciou estudar para a magistratura

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: Aproximadamente, 4 anos.  Com uma carga horária reduzida na Câmara pude conciliar o trabalho com os estudos.

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim. Fui advogada durante muitos anos e quando decidi estudar para a magistratura, deixei a sociedade em um escritório e assumi o cargo de procuradora em uma Câmara Municipal para conciliar trabalho com estudo.

05 - Tempo médio de estudos diário (horas líquidas):

R: Nas épocas mais intensas, em média 07 horas líquidas por dia, incluindo finais de semana e feriados.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Dependia da fase de cada concurso. No início, preferia começar uma ou duas matérias e esgotá-las até passar para as próximas. Em fases mais avançadas e já tendo “esgotado” todas as matérias, dividia a semana pelo número de matérias, lendo um pouco de cada por dia.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: No início dos estudos não, mas depois que entrei no ritmo (aproximadamente por dois anos) sim.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Sim. Sempre aprendi bastante coisa com os grupos, mas é preciso filtrar bem.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: No início, utilizei cadernos feitos por outras pessoas, já que não cheguei a fazer um curso preparatório regular, mas depois fui construindo meus próprios cadernos.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Não. Nunca me adaptei.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Para provas objetivas sempre procurei resolver provas passados. Toda semana, próximo a provas objetivas, resolvia uma ou duas provas, mas fazia isso em forma de estudo e não de treino. Tentava, claro, resolver a matéria, mas depois lia outros artigos que envolviam o assunto cobrado. Isso, para mim, funcionava super bem.  Costumava passar nas provas objetivas.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Quando abria um edital, tentava exaurir algumas “leis secas” menores e, ainda, lia os artigos relacionados a assuntos que costumeiramente eram cobrados. Essa noção eu extraia das provas anteriores.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Sempre. Acompanhava quase que diariamente o Dizer o Direito, fazendo meu próprio resumo com base no que era postado no site. Gostava de ler a versão mais completa, porque já é uma forma de revisão dos assuntos.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: Ao longo dos estudos, acabei comprando algumas aulas avulsas do CERS (Renato Saraiva), daquelas matérias que tinha maior dificuldade e achei muito boas. Para a prova oral, eu fiz o curso de oratória da Rogéria Guida, no RJ e gostei bastante.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: A questão de método de estudo é muito particular, mas a forma de resolver provas anteriores em forma de estudo, como eu fazia, me ajudou muito e eu recomendo. Também gostava muito de analisar as provas discursivas e as sentenças dos últimos concursos, pois é muito comum a repetição dos temas.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Cheguei a fazer estudo algumas vezes, mas, sinceramente, não achei que isso ajudou tanto. Por vezes, acabamos apostando as fichas em alguns temas e somos surpreendidos.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Adotaria o do Tribunal, tentando deixar transparecer o conhecimento adotado pelos Tribunais Superiores.

18 - Recado para aqueles que ainda estão em busca da aprovação:

R: Com persistência e disciplina, vai dar certo!!

 

                                                   BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – estudei pelo Manual de Direito Administrativo de José dos Santos Carvalho Filho e pelo Celso Antônio Bandeira, embora ambos tenham divergência com o restante da doutrina. Também li caderno feito com base na Sylvia Zanella.

Direito Ambiental – li, boa parte, do livro “Direito Ambiental Esquematizado”, do Marcelo Abelha Rodrigues e bastante jurisprudência.

Direito Civil –estudei alguns institutos pelo Tartucce.

Direito Constitucional – estudei alguns pontos pelo Novelino, passando, esporadicamente, pelo livro do Pedro Lenza. Também assisti aulas da Flávia Bahia, do CERS.

Direito do Consumidor – meu próprio caderno com muita jurisprudência, além do livro de “Direito do consumidor”, coleção leis especiais da JusPodivum.

Direito do Eleitoral – li boa parte do livro do Roberto Moreira.

Direito Empresarial – aulas avulsas do CERS, do professor Juan Vasquez, além de meu próprio caderno, com bastante jurisprudência.

Direito da Criança e do Adolescente – meu próprio caderno, com jurisprudência e, por fim, o livro do Rogério Sanches/Luciano Rossato.

Direito Penal – Parte Geral – estudei pelo Cleber Masson

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – gostava do Código Penal Comentado do Nucci, mas só lia os artigos mais importantes.

Direito Penal – Legislação extravagante – nada específico.

Direito Processual Civil – li, boa parte, do Direito Processual Civil Esquematizado do Marcos Vinicius Rios, aprofundando alguns pontos em autores mais tradicionais.

Direito Processual Penal – meu próprio caderno e alguns pontos do livro do Eugênio Pacelli.

Direito Tributário – adquiri as aulas avulsas da professora Josiane Minardi, do CERS, além de ter meu próprio caderno, com bastante jurisprudência.

Humanística – aulas do professor Rosangelo Miranda, do MEGE e seus áudios, além do vade mecum humanístico e de textos esparsos, como a coluna do Lênio Streck.

Sentença Cível/ Sentença Penal – acabei fazendo coach para as sentenças, que ajudam bastante a “organizar” as ideias e a não esquecer nenhum ponto a ser abordado. Mas, para a fase de sentenças também é essencial a revisão da jurisprudência.

Qualquer livro/curso que indique para o concurso que não se encaixa nas matérias acima -  

Gostava dos livros de discursiva da JusPODIVM e também dos livros de jurisprudência do Dizer o Direito. Além de ter meu próprio resumo, a cada lançamento adquiria o meu exemplar para revisão.

 É isso! Até a próxima!

 

Histórias de sucesso #58: Eduardo Peruffo e Silva– TJGO

Olá pessoal!

O histórias de sucesso de hoje é com Eduardo Peruffo, aprovado no TJGO!

Ele gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Eduardo Peruffo e Silva

Data de nascimento: 27/05/1989

Naturalidade: Cuiabá/MT

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: 56º TJGO

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: Técnico judiciário e analista legislativo

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: 04 anos

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim. Juiz leigo

05 - Tempo médio de estudos diário (horas líquidas):

R: 06 a 07 horas

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Isso dependia em que fase o concurso estava. Mas usualmente durante a semana acabava por estudar todas as matérias.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Sim.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Só participei de grupo da fase oral, para trocar material. Acredito que valha a pena somente se o concurseiro sabe se blindar dos "terroristas".

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Tinha os meus resumos. Era anotações de aulas dos cursinhos que fiz, complementados com doutrina e jurisprudência. Estudava muito por eles.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Não.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Todos os dias. Quando sabia a banca do concurso, focava nas questões daquela banca específica.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Todos os dias (inclusive após a aprovação na primeira fase).

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Pelo menos uma vez por semana. Utilizei muito o site dizer o direito.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: Logo que comecei os estudos fiz curso do Damásio específico magistratura estadual (e com esse material fui fazendo as bases dos meus cadernos). Para a fase escrita e sentença fiz coaching. Já para a oral fiz curso do Acácio Garcia (SC).

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Cada etapa demanda um olhar diferente para o concurso. Acho que entender isso é essencial para a aprovação. Não adianta treinar para a prova oral se ainda está batendo na trave na prova objetiva.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Sim.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Adotaria o do TJ mas indicaria conhecimento da divergência. Deve-se ter atenção nesse ponto, em especial se aquele posicionamento é de todo o TJ ou apenas parte dele (inclusive se esta divergência reflete o posicionamento dos membros da banca).

18 - Recado para aqueles que ainda estão em busca da aprovação:

R: "Tudo que está no plano da realidade já foi sonho um dia" Da Vinci.

Nunca desista.

                                                     BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Acredito ser importante anotar que esses livros foram os que eu utilizei. O candidato deve sempre verificar qual o perfil da banca para ver se eles não tem ideias diferentes do que pensa a banca.

Direito Administrativo – Alexandre Mazza

Direito Ambiental – Leis Especiais JusPodium

Direito Civil – Manual Flavio Tartuce (volume único)

Direito Constitucional – Pedro Lenza

Direito do Consumidor – Leis Especiais Jus Podium

Direito do Eleitoral – Leis Especiais Jus Podium

Direito Empresarial – Manual Fabio Ulhoa

Direito da Criança e do Adolescente – Leis Especiais Jus Podium

Direito Penal – Parte Geral – Rogerio Sanches

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – Rogerio Sanches

Direito Penal – Legislação extravagante -  

Direito Processual Civil - Coleção Esquematizado

Direito Processual Penal – Coleção Esquematizado

Direito Tributário – Ricardo Alexandre

Humanística –

Sentença Cível – Sentença Cível Editora Metodo

Sentença Penal – Sentença Penal Condenatória

É isso! Até a próxima!  

Histórias de sucesso #57: Renata Malafaia Vianna– TJAL e TJPE

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Renata Malafaia, aprovada no TJAL e no TJPE!

Ela gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Renata Malafaia Vianna

Data de nascimento: 22/06/1978

Naturalidade: Rio de Janeiro

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: TJAL e TJPE, atualmente sou juíza do TJAL.

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: Delegada da PCDF, cargo que exerci por 11 anos.

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: Exatamente 2 anos.

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim. Trabalhei durante os dois anos de estudo e também cuidava do meu filho, à época com 4 anos.

05 - Tempo médio de estudos diário (horas líquidas):

R: De segunda a sexta, como precisava trabalhar e cuidar do meu filho, estudava entre 4 e 5 horas, mas para isso acordava muito cedo, umas 5h da manhã e as vezes mais cedo. Aos finais de semana estudava mais, de 6 a 7horas ao dia.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Lia 2 matérias diferentes por dia.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Durante esses dois anos estudei todos os dias, incluindo datas festivas, férias e feriados. Claro que muitas vezes não conseguia alcançar a quantidade de horas diárias que pretendia, mas eu estudava mesmo que fosse por uma hora.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Não usava e não acho que valha a pena. Os grupos de whatsapp e outras redes sociais são importantes, mas para troca de informações e material a partir da segunda fase.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Não.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Não fazia revisões. Acredito que o estudo para concurso de carreiras jurídicas já é bastante repetitivo e como tinha pouco tempo para estudar, optei por não fazer resumos e não revisar.

Para esclarecer, uma vez que muitas pessoas estudam fazendo resumos, o meu plano de estudo diário era assim: lia duas horas de lei seca e duas horas de doutrina (no primeiro ano essas duas horas eram assistindo o curso Carreira Jurídicas do CERS e no segundo, após finalizar o curso, lendo doutrina). Durante o restante do dia tentava encaixar um pouco de jurisprudência. Todo o tempo que conseguia livre no dia usava para estudar, até mesmo no carro, ouvindo áudio de aulas.

Tentava sempre ler mais de uma matéria por dia, por exemplo, lia duas horas o Código Civil, ouvia duas horas de aula de penal e se tivesse tempo lia um livro de empresarial ou jurisprudência. Funcionou bem para mim porque as provas de concurso são desse jeito: todas as matérias no mesmo caderno de prova, no mesmo dia, e o candidato passa, imediatamente, de uma para outra. Facilita bastante se nossa mente estiver condicionada a isso, a mudar de uma para outra rapidamente, e não a pensar de forma compartimentada cada uma das matérias.

Assim, durante os meus dois anos de estudo, li a mesma matéria diversas vezes, na lei seca, ouvindo aula, lendo livros e jurisprudência, de forma que, o próprio estudo para concurso, é uma eterna revisão. Todas as matérias estão interligadas e, não raro, uma faz referência a outra. Então, não ficamos muito tempo sem “revisar” um tema já lido.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Quando iniciei os estudos fiz algumas provas anteriores para magistratura para “sentir” como eram as questões e os percentuais de lei seca, jurisprudência e doutrina cobradas. Depois, só fiz outras provas de maneira esporádica (de 3 em 3 meses, mais ou menos), para ver a evolução do estudo.

Nunca estudei fazendo exercício. Meu estudo era sequencial e planejado por mim de forma bem objetiva.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Todos os dias, contudo, a estratégia de estudo precisa ser ajustada quando se passa para a segunda fase e, posteriormente, para a oral. Naturalmente, nos meses anteriores à segunda fase, diminuía bastante a leitura de lei seca.

Da mesma forma, dez dias antes da prova objetiva, aumentava muito a leitura da lei seca. Nos dois dias anteriores lia todas as súmulas, o que me rendia muitos acertos nas provas. Olhava a questão e já lembrava automaticamente da súmula, como se fosse um retrato.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Tentava ler um pouco todos os dias, mas nos dez dias anteriores à prova objetiva intensificava a leitura, sempre através do Dizer o Direito.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas? Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: O curso Carreiras Jurídicas do CERS foi, sem dúvida, fundamental para a minha aprovação. Quando reiniciei os estudos objetivando a magistratura, estava sem estudar para concurso há quase 9 anos. Por isso, no meu caso, um curso intensivo foi imprescindível.

Na fase de sentença fiz o curso CP IURIS, que também me ajudou bastante. Acho muito complicado fazer uma prova de sentença (sem nunca ter trabalhado nessa área antes) sem a ajuda de um curso específico.

Já para a prova oral do TJAL, fiz o AEJUR, que, igualmente, foi muito importante para o meu desempenho. Consegui aumentar consideravelmente a nota da primeira prova oral que fiz oito meses antes no concurso do TJPE.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Todas as fases têm suas peculiaridades e os estudos devem se adaptar a elas. Durante o tempo que estudei e participei de concursos encontrei candidatos que estudavam com afinco há anos e, de forma recorrente, perdiam na subjetiva e nas sentenças. Muitos desses candidatos tiravam notas altíssimas na primeira fase.

Em alguns casos, observei que a pessoa estudava muita lei seca e jurisprudência e só se importava seriamente com a doutrina depois da aprovação na objetiva. Entretanto, o intervalo de poucos meses entre uma e outra não é suficiente para esse estudo tendo em vista a complexidade e a exigência das Bancas Examinadoras nas provas subjetivas e de sentença. Quando essa pessoa perdia na segunda fase reiniciava os estudos para a próxima prova objetiva do mesmo jeito anterior. Era um ciclo vicioso.

Por esse motivo, desde o primeiro dia dos meus estudos, eu estudei a mesma quantidade de lei seca e doutrina (variando entre aula e livros). Ao me aproximar das provas, “calibrava” o estudo, mas nunca abandonava totalmente um ou outro.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Estudava a banca examinadora desde a prova objetiva. Isso é muito importante. Uma prova elaborada pela FCC é bem diferente de uma prova do CESPE. Esse estudo pode ser feito através da realização anterior de provas elaboradas por essas bancas.

Na prova oral o estudo das posições dos examinadores é importantíssimo.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Adotaria a posição do examinador, mas demonstraria conhecer a posição do Tribunal Superior.

18 - Recado para aqueles que ainda estão em busca da aprovação:

Não existe uma “receita de bolo” para estudar. Cada um tem suas preferências, contratempos e particularidades.

No meu caso, por exemplo, pensei em todas as minhas dificuldades e planejei um jeito de estudar que sabia ser o melhor para mim. Não me deixei influenciar negativamente por pessoas, muitas vezes mais experientes no mundo dos concursos, que me diziam que eu estava estudando errado.

Apesar de não ser o mais comum (pois não fazia resumos, exercícios, revisões, não lia sinopses e nem tinha cadernos), esse método de estudo funcionou muito bem para mim.

Durante meus dois anos de estudo até a aprovação, fiz sete concursos da magistratura (só fazia magistratura). Deles, reprovei em duas objetivas. Nos outros cinco concursos que passei para a prova subjetiva, em um reprovei, do segundo desisti e nos outros três fui aprovada, seguindo para as sentenças. Desses três, passei em dois para a etapa seguinte, a prova oral (TJAL e TJPE), e perdi nas sentenças do terceiro. Nos dois que fui para a prova oral, consegui a aprovação final.

Optei por detalhar todos esses passos para que percebam de maneira objetiva que a trajetória de quem estuda para concurso público é assim, permeada de vitórias e derrotas. Cada reprovação é muito importante para avançar na prova seguinte sem cometer os mesmos erros anteriores. Cada prova é uma prova e você NUNCA vai se sentir realmente preparado. Então não fuja delas. Eu nunca fiz um concurso achando que sabia o suficiente para ser aprovada, mas passei em dois. Só passa quem faz prova. Então faça.

                                                  BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – Matheus Carvalho

Direito Ambiental – Frederico Amado

Direito Civil – Cristiano Chaves e Flávio Tartuce

Direito Constitucional – Bernardo Gonçalves Fernandes

Direito do Consumidor – Flavio Tartuce e Daniel Amorim

Direito do Eleitoral – não li

Direito Empresarial – André Santa Cruz

Direito da Criança e do Adolescente – Rogério Sanches

Direito Penal – Parte Geral – Masson

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal –  Masson

Direito Penal – Legislação extravagante – não li

Direito Processual Civil – Daniel Amorim

Direito Processual Penal – Renato Brasileiro

Direito Tributário – Ricardo Alexandre

Humanística – não l

Sentença Cível – CP IURIS

Sentença Penal – CP IURIS

É isso! Até a próxima!

Histórias de sucesso #56: Thiago Augusto Lopes de Morais– TJAL

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Thiago Augusto, aprovado no TJAL!

Ele gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Thiago Augusto Lopes de Morais

Data de nascimento: 15/01/1991

Naturalidade: Natal

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: TJAL; TJPB (Não pude fazer a prova oral por não possuir, à época, três anos de atividade jurídica); TJPI (abandonei o concurso na oral, após aprovação no TJAL).

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: TJDFT (Analista)

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: Do início dos estudos para concurso até o resultado final do certame (títulos) foi 1 (um) ano e  6 (seis) meses.

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sempre trabalhei enquanto estudava. Assessor Jurídico no Ministério Público Estadual.

05 - Tempo médio de estudos diário:

R: Aproximadamente 6h.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Duas ou três. Na semana costumava ver todas as seis principais (constitucional, administrativo, penal, processo penal, civil e processo civil) de modo fixo, e intercalava as matérias periféricas (eleitoral, eca etc.), semana sim e semana não.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Estudava sábados, domingos e feriados. Praticamente anulei minha vida social, pois se saísse na noite anterior, acabava perdendo parte do dia seguinte. No tempo que estudei, eu respirava concurso. Isso contribuiu para que eu lograsse êxito rápido. Do início dos estudos até a aprovação na primeira fase foram 5 (cinco) meses. Contudo, não acho que essa seja a maneira mais correta de se conduzir a caminhada até a aprovação, sobretudo levando em consideração que estudo para concurso deve ser pensado a longo prazo e o candidato precisa ter uma rotina de estudos que ele consiga cumprir durante esse tempo, sem desistir ou esmorecer. Por isso, é importante que seja reservada uma parte para a vida social, para o descanso, para o lazer. Errei durante a minha preparação nesse quesito e isso fez com que, embora o caminho tenha sido mais curto (tive sorte, pois poderia ter sido mais longo – como normalmente é – e aí eu não teria aguentado) acabou sendo muito pesado. 

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Não utilizava grupos para estudar. Quando passava nas primeiras fases eu entrava nos grupos para as discursivas e sentenças dos concursos em que estava participando. Acho que valeu muito a pena a troca de experiência e a permuta de materiais nessas etapas, principalmente com relação às matérias de humanística. Não recomento, contudo, que o candidato se envolva em longas discussões em grupos e nem se preocupe com as perguntas absurdas ou super difíceis que os colegas costumam postar nesses grupos, há muito terrorismo e não podemos nos deixar desestabilizar achando que não sabemos certos assuntos que são abordados e que os concorrentes estão muito a nossa frente.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Utilizava os cadernos do CERS/LFG.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Fazia revisões no esquema 24h, 48h, uma semana e mês a mês, religiosamente. Possuía uma agenda em que anotava e detinha o controle das revisões.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva? Costumava usar algum site, aplicativo ou livro para fazer os exercícios?

R: Realizada exercícios todos os dias. Utilizava o QCONCURSOS.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Lia lei seca todos os dias. Separava as matérias de acordo com os dias da semana, de maneira que quando eu acordava na terça, por exemplo, já sabia quais matérias eu deveria ler e normalmente lia em média 7 páginas por dia. Lia e quando finalizava (toda a lei), tornava a ler do início.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Deixava a jurisprudência para o domingo, para ter um dia “mais leve”. Lia pelo site do Dizer o Direito. Revisava os informativos quando completava 30 dias da leitura.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: Não fiz cursos on-line, pois trabalhava e não tinha tanto tempo disponível. Para a fase oral fiz MEGE e Espaço Jurídico (TJPB) e Espaço Jurídico e AEJUR (TJAL). AEJUR é um ótimo curso e recomendaria, sobretudo, para candidatos que estão em uma prova oral de responsabilidade da CESPE. Espaço Jurídico, por outro lado, conhece muito bem o estilo de prova da FCC e seus examinadores, pelo que recomendo fortemente.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Eu não estudei especificamente direcionado para a primeira e nem segunda fase. Mesclava os dois na minha preparação. Não acho que valha a pena se preparar apenas para a primeira para, somente quando aprovado, estudar para a segunda, pois dois meses não são suficientes para se ganhar a bagagem que as provas discursivas exigem. Recomento, portanto, que o candidato mescle o estudo de lei seca e questões com a leitura, pelo menos, de resumos e sinopses, para formar uma base doutrinária que possibilite, nos dois meses que separam a objetiva e discursiva, apenas revisar assuntos mais importantes e se preparar para as sentenças, que exigem um estudo diferenciado.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Apenas para as provas orais.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: A Banca Examinadora gosta de ter seu posicionamento abordado e privilegiado,  de modo que tal fato não pode ser ignorado. Contudo, o posicionamento dos tribunais superiores também merece menção, até porque face a eventual recurso ou questionamento, é esse entendimento que fornecerá um suporte mais sólido ao seu pleito. Em suma, os dois posicionamentos merecem ser abordados, contudo face a um entendimento consolidado de um Tribunal Superior, adotaria este, até por razões de segurança jurídica diante da necessidade de eventual recurso.

18 - Caso queira deixar uma mensagem final a quem ainda está em busca da aprovação, fique à vontade:

R: Colegas, sei que a caminhada não é nada fácil e muitas vezes nós nos questionamos se, de fato, em algum momento, chegaremos lá. A resposta é bem curta: sim. Concurso, como muitos costumam dizer, é uma fila… Só não passa quem desiste. Mas não basta apenas esperar, logicamente; é preciso fazer a nossa parte. Não adianta estudar 10 horas por dia sem se planejar, não adianta estudar 10 horas por dia, durante duas semanas, e passar uma semana sem pegar nos livros de modo regular. Acho que a palavra-chave para o sucesso é uma só: disciplina. Crie uma rotina, estabeleça o concurso como sua prioridade. Tenha isso em mente: tornar-se juiz deve ser uma prioridade nessa jornada. Ser prioridade significa que você terá que abrir mão de algumas coisas durante a caminhada. Você não será o(a) namorado(a) mais presente; você não será o filho(a) mais dedicado(a); você não terá o corpo mais sarado; você não será o amigo(a) mais participativo(a); você não se divertirá como gostaria; mas você será alguém que está em busca de um objetivo e cada vez mais se aproxima de alcançá-lo. Lembre-se que esse é um desejo seu, as pessoas não vão entender o quanto isso é importante e, talvez, não entendam todas as renúncias que você estará a fazer, mas não importa, siga em frente. Sempre que batia o cansaço, eu parava um tempo e imaginava o dia da minha aprovação, como eu iria comemorar, como meus pais e minha família iriam ficar felizes, e isso me motivava a continuar. No final do dia, depois de cumprir minhas metas, sentia que tinha dado mais um passo. De passo em passo, com regularidade e disciplina, alcancei a aprovação, assim como qualquer um que persista e estuda acabará alcançando. Portanto, é isso: seja disciplinado, persevere. Estude todos os dias, faça um cronograma diário que você seja capaz de seguir e não desista jamais. Já dizia Cora Coralina: “mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar...”. Que a primeira opção de vocês nunca seja desistir!

                                                           BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – Sinopse Juspodivm

Direito Ambiental – Sinopse Juspodivm

Direito Civil – Tartuce

Direito Constitucional – Lenza

Direito do Consumidor – Felipe Peixoto

Direito do Eleitoral – Sinopse Juspodivm

Direito Empresarial –  André Luiz Santa Cruz Ramos

Direito da Criança e do Adolescente – Sinopse Juspodivm

Direito Penal – Parte Geral – Rogério Sanches

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – Sinopse Juspodivm

Direito Penal – Legislação extravagante -  Leis especiais Juspocivm

Direito Processual Civil – Daniel Assumpção Neves

Direito Processual Penal – Sinopse Juspodivm

Direito Tributário – Ricardo Alexandre

Humanística – Materiais variados

Sentença Cível – Materiais variados e de cursos

Sentença Penal – Sentença Penal Condenatória (Ricardo Schmidt)

É isso! Até a próxima!

 

Histórias de sucesso #55: Gustavo Fernandes Sales – TJDFT e TRF-4

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Gustavo Sales, aprovado no TJDFT e no TRF-4!

Ele gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Gustavo Fernandes Sales

Data de nascimento: 09.11.1987

Naturalidade: Marília/SP, mas sempre morei em Brasília/DF.

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: TJDFT e TRF-4.

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: MPGO (promotor de justiça); Câmara dos Deputados (policial legislativo); MPU (analista); TJDFT (técnico judiciário).

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: 2 anos com dedicação exclusiva para o concurso da magistratura do TJDFT, mas comecei os estudos para outros concursos já aos 19 anos (2007).

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim, como policial legislativo federal.

05 - Tempo médio de estudos diário:

R: O tempo de estudo variou bastante ao longo de todo esse período. Acho que será interessante contar a trajetória desde o início. Eu era técnico judiciário do TJDFT desde o 2º ano da faculdade de direito e, quando me formei, passei a exercer a função de oficial de gabinete. Já tinha tido, anteriormente, a experiência de 2 anos como secretário de audiências. Assim, conhecia 100% do trabalho que realiza um magistrado e, aos poucos, fui constatando que exercia, de fato, uma boa parcela das atribuições de um juiz de direito, mas com um salário de servidor de nível médio. O engraçado é que só fui me apaixonar pelo direito após cursar uma pós-graduação da Escola Superior do MPDFT. Antes disso, eu era apenas um concurseiro que buscava cargos e salários melhores. A bem da verdade, sempre gostei mais do cargo de promotor de justiça, mas sabia que, de um jeito ou de outro, a vida vinha me preparando para a função de juiz de direito, razão pela qual me inscrevi, em 2013, no meu primeiro concurso para a magistratura do TJDFT. Não foi uma experiência muito proveitosa: fui reprovado na inscrição preliminar. Até hoje não sei o motivo, rs (só sei que fiquei indignado por perder quase 250 reais de taxa de inscrição). Pouco tempo depois, fui obrigado a abandonar essa jornada por força de algumas circunstâncias da vida. Tornei-me pai e fui acometido de severos problemas de saúde. Perdi a função comissionada em razão da licença para tratamento médico (embora tenha tido total apoio da juíza com quem trabalhava) e fui obrigado a me mudar para São Paulo a fim de iniciar o tratamento. Minha situação financeira estava realmente crítica, apesar de poder contar com o auxílio dos meus pais. Decidi então alterar a rota e focar em algum concurso mais “palpável” durante o período da licença. Estudei de 2 a 3 meses para o concurso da Câmara dos Deputados – policial legislativo – e, com muita sorte e muito esforço, consegui a aprovação em 3º lugar. Nessa época, estudava de 7h até 21h, parando só para comer e ir ao banheiro. Finalizei o tratamento e tomei posse em 17 de setembro de 2014. Quando deixei o TJDFT, prometi aos colegas que voltaria em breve, desta feita como juiz de direito! O curso de formação no novo cargo durou 3 meses, depois tirei férias e, em janeiro de 2015, reiniciei minha caminhada rumo à magistratura. Decidi jogar fora todo o meu material de estudo de anos anteriores. Comecei do zero, em uma página em branco do word. Separei o edital do último concurso de juiz do TJDFT e observei que precisava saber muito de 12 matérias distintas. Meu método era o seguinte: uma a uma, fui assistindo às videoaulas do CERS (carreiras jurídicas), em média duas aulas por dia. Complementava cada aula com todos os exercícios existentes para carreiras jurídicas dos últimos 2 anos sobre aquele assunto, no site questões de concursos. Adicionava os principais julgados dos informativos do STJ e do STF e findava com a leitura do capítulo pertinente de uma boa obra jurídica (digitava os trechos interessantes no meu material, para ter também a opinião da doutrina, além de colar as questões mais interessantes que eu respondia com o respectivo gabarito). A vantagem desse método é que o material ficou muuuuito completo; a desvantagem, o enorme tempo gasto para a confecção. Hoje eu não recomendaria essa forma de estudo aos colegas, por ser muito cansativa, mas eu não tinha pressa e foi o que deu certo para mim. Conseguia adiantar muita coisa no trabalho, inclusive. Poucos meses depois de iniciar essa montagem de resumos, saiu edital para novo concurso da magistratura do TJDFT (2015-1). Confesso que não gostei, pois não tinha conseguido finalizar nem metade das minhas apostilas “resumidas” (em verdade eram gigantes: constitucional, p. ex., tinha 800 páginas). De qualquer forma, aproveitaria a experiência para conhecer, “na vera”, a tão mistificada prova de juiz. Fiquei extremamente animado com o resultado: não tinha passado para a 2a fase, mas havia feito 70 pontos em uma prova cujo corte havia sido 73. Nesse dia, tive ABSOLUTA CERTEZA de que, na próxima vez, com mais tempo de estudo, passaria para 2ª fase. A missão não era tão impossível quanto parecia! Esse resultado do concurso 2015-1 foi divulgado em agosto de 2015. Em outubro do mesmo ano saiu novo edital para novo concurso da magistratura do TJDFT (2015-2). Não acreditei na minha falta de sorte! Ainda não havia dado tempo de terminar meus resumos, muito menos tempo de imprimi-los e estudá-los. Minha média de 6 horas de estudo por dia foi, então, quase duplicada, pois se tratava de uma corrida contra o tempo. Consegui chegar na data da prova com 11 matérias vencidas – essas matérias do final eram as mais curtas (CDC, eleitoral etc.). Só fiquei devendo processo civil (deixei por último por conta das mudanças do NCPC). Mesmo assim, estava muito confiante e consegui passar de fase, pela primeira vez! Para a 2ª fase, como era inexperiente, decidi me matricular no IAD (Instituto Avançado de Direito), excelente instituição aqui do DF a qual ministrou 30 dias corridos de treinamento para as questões subjetivas e sentenças. Aqui vai uma dica: será praticamente um milagre alguém ser aprovado na 2ª fase sem nunca ter treinado elaborar sentenças antes, pois o interregno entre a 1ª fase a 2ª é praticamente nenhum. Não dá tempo de aprender a fazer uma boa sentença penal e uma sentença cível razoável e, ao mesmo tempo, adquirir leitura suficiente para se garantir nas questões subjetivas, de acordo com o perfil da banca. Portanto, comecem a elaborar sentença desde hoje, pelo menos uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias, a caneta. Recomendo fortemente, para tanto, o site EMAGIS. A minha sorte é que eu fui oficial de gabinete em vara criminal, então eu “deitei” na prova de sentença penal sem precisar treinar (tirei a nota mais alta do concurso nessa sentença, e não há segredo nenhum nisso senão a prática: fazia no trabalho de 5 a 10 sentenças penais por dia, todo santo dia, durante 3 anos, rs). Meu ponto fraco, que era a sentença cível, eu aperfeiçoei treinando à mão sempre que dava (fiz umas 20 sentenças, mais ou menos, utilizando as “rodadas pretéritas” do EMAGIS, até o dia da prova). Na 2ª fase também é essencial o conhecimento aprofundado da banca examinadora, ao menos no caso do TJDFT. As questões são muito repetitivas e seguem uma mesma linha de pensamento em todo santo concurso. O exemplo mais famoso é constitucional: o examinador é fã de carteirinha do José Afonso da Silva e só o abandona em “controle de constitucionalidade”. Não adianta, portanto, ler outra coisa. O estudo das provas anteriores é FUNDAMENTAL (tanto para a 1ª quanto para a 2ª fase, e mais ainda para a oral). Dizem que a verdadeira prova da magistratura é a 2ª fase. A 1ª é só para “peneirar” aqueles que realmente estão dispostos a se sacrificarem para vencer o conteúdo quase infinito do edital, eliminando os aventureiros ou aqueles que ainda estão um degrau abaixo, e a 3ª é só para “homologar” ou reprovar aqueles que têm problemas na vida pregressa ou no psicotécnico. Isso é o que dizem, mas entendo que, embora com um certo fundo de razão, não é bem assim, principalmente no caso da oral. De toda forma, a 2ª fase é a principal e o estudo, desde o início, deve incluir a preparação para essa fase, do contrário o candidato vai passar várias vezes pela 1ª e reprovar o mesmo tanto de vezes na 2ª. Voltando ao depoimento, consegui passar raspando pelas questões subjetivas (acredito que só pode ser Deus, sorte ou destino, pois conheci vários estudantes mais preparados do que eu que não passaram por muito pouco; tudo depende da correção, que quase nunca é justa). Tive, novamente, muita sorte na fase de sentença, pois o tema da cível foi bem tranquilo, apesar da minha falta de familiaridade com a matéria. O tempo diário de estudo nesses poucos dias entre a 1ª e a 2a etapa foi “o máximo humanamente possível”. Estudava até nos sonhos, rs. Já para a prova oral, a preparação é muito diferente. O mais importante é o treino reiterado. Agradeço demais aos meus colegas de concurso pelas sessões de treinamento semanais (às vezes, 2x por semana). Em algumas oportunidades filmávamos, em outras contratávamos ou convidávamos pessoas para interpretarem o papel de examinadores, conseguíamos salas e auditórios para a simulação mais fidedigna possível e também utilizávamos o skype para o treino com colegas de fora do DF. Eu fiz 3 cursos específicos para prova oral (2 deles para o concurso do MPGO e 1 para o TJDFT) e antes havia feito 2 cursos de oratória para perder a timidez e o receio de falar em público. Também comecei a dar aulas de direito constitucional para melhorar a minha presença perante o público e a verbalização do raciocínio jurídico. Quanto ao material de estudo, decidimos montar praticamente do zero os 20 pontos que poderiam ser sorteados, um trabalho magnífico e extenuante que consumiu alguns meses, mas que foi IMPRESCINDÍVEL para o estudo nas 24h entre o sorteio do ponto e a prova oral. Também resolvemos todas as questões das últimas 4 orais do TJDFT (mais de mil questões), a fim de conhecer o estilo dos examinadores. O concurso teve sua 1ª fase em 10 de janeiro de 2016 e findou em março/abril de 2017. Nesse meio-tempo, resolvi prestar outros concursos. Aprendi que, mesmo focando em um concurso, é possível lograr êxito em outros, até mesmo de áreas diversas (MP ou concursos federais, p. ex.). Assim consegui ser aprovado no MPGO (um verdadeiro sonho, mas preterido em favor do TJDFT) e estou na oral do TRF4. Fui eliminado na sentença cível no TJRJ e abandonei a 2ª fase do MPSC e do TJRS.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Ao contrário da grande maioria, sempre gostei de estudar uma matéria por vez, até o final. Só na preparação para a oral que passei a mesclar as matérias (estudava por ponto).

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Sempre. Estudar para um concurso desse nível é como se preparar para as olimpíadas. Exige 100% de dedicação e a diferença entre ganhar e não ganhar, passar e não passar é de milésimos de segundo ou de décimos de um pontinho. Procurei manter as atividades físicas (ao menos a musculação e umas corridinhas) na maior medida do possível, mas abandonei completamente quando saiu o resultado da 1ª fase até o final. O ideal seria manter alguma atividade física, mas eu sempre sentia, a cada etapa, que estava alguns passos atrás dos demais candidatos, e precisava dar um jeito de acelerar para conseguir ter êxito nos últimos metros, no melhor estilo Bolt, rs. Foi uma decisão de sacrifício. Contudo, aos estudantes que já possuem uma bagagem maior de estudos, recomendo fortemente que não abandonem a saúde física, pois ajuda d+ no rendimento intelectual e na aprendizagem.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Acredito que os grupos de whatsapp só passam a valer a pena a partir da 2ª etapa. Os candidatos podem se ajudar muito com divisão de tarefas, resumos, conhecimento sobre examinadores. Para a oral acredito ser essencial.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Eu acredito intensamente que resumos só ajudam se foi você mesmo quem os fez. Resumos dos outros nunca deram certo para mim. Mas conheço dezenas de pessoas que estudam por resumos encontrados na internet, super bem feitos, e aprovam.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Não. Eu estudava uma matéria por vez e deixava uns dias no final para revisar todas elas.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva? Costumava usar algum site, aplicativo ou livro para fazer os exercícios?

R: Diariamente, pelo site questões de concursos (1ª fase); exercícios passados pelos professores e de provas anteriores, sempre a caneta ou lápis (2ª etapa); questões das provas orais anteriores e questões que entendíamos pertinentes, verbalizando como se fosse no dia da prova (oral).

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Diariamente. Claro que deve ser priorizado na 1ª fase, mas também ajuda bastante na oral.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Diariamente. No início, lia direto nos sites dos tribunais (informativos). Depois passei a estudar pelo Dizer o Direito.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: EMAGIS para sentenças. IAD (presencial) especificamente para o concurso do TJDFT (fiz para 2ª fase). Gostei muito das vídeoaulas do CERS, mas isso foi em 2015. Hoje não sei qual curso é melhor e acho que só serão úteis para quem está iniciando os estudos para 1ª fase, e não para quem já é mais experiente. Para a oral, recomendo cursos específicos para cada órgão, ministrados por membros daquela instituição, qualquer que seja ela.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Conforme relatei anteriormente, acho mais inteligente um estudo conjugado paras as 2 primeiras fases, pois o lapso temporal entre uma e outra é muito exíguo. Não adianta nada passar na primeira e cair na segunda. Para a oral, o jogo muda.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Já comecei a estudar o perfil dos examinadores na 1ª fase. 15 dias antes do certame eu imprimi as 3 últimas provas do TJDFT e as fiz. Depois consultei o gabarito e o edital de divulgação dos aprovados para saber em que colocação eu ficaria, e isso me deu muita confiança para a prova.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Em questões subjetivas ou orais, se souber os dois, cito os dois, rs. Na sentença, o posicionamento do Tribunal local (se for pacífico dentro daquele Tribunal). Já constatei na prática que muitos examinadores não estão nem aí para o que STF e STJ pensam na hora da correção da sentença, e não adianta recorrer. 

18 - Caso queira deixar uma mensagem final a quem ainda está em busca da aprovação, fique a vontade:

R: Aos colegas estudantes, saibam que a aprovação é certa para aquele que escolheu seguir essa trajetória e possui ou desenvolve grande força mental, confiança em si mesmo, pensamento positivo e, não menos importante, não tem medo da derrota. Perder também faz parte da vida. Um grande passo para a realização do sonho é tirar essa pressão dos ombros e se preparar “tranquilo” para as provas, fazendo o seu melhor independentemente do resultado, dormindo bem à noite e tentando aproveitar a jornada da melhor forma possível. São dois ou mais anos árduos, mas você também conhece muitas pessoas legais e, principalmente, descobre quem você é de verdade; percebe que é capaz de superar qualquer desafio nesse mundo! Espero ter ajudado. Bons estudos a todos!

                                                      BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – CARVALINHO, mas acho importante conhecer as principais ideias de CELSO ANTÔNIO e DI PIETRO.

Direito Ambiental – algum esquematizado ou sinopse

Direito Civil – CRISTIANO CHAVES e ROSENVALD. Importante conhecer os enunciados do CJF.

Direito Constitucional – para o TJDFT, JOSÉ AFONSO DA SILVA e DIRLEY DA CUNHA JR. (somente para controle de constitucionalidade).

Direito do Consumidor – Obra conjunta de CLÁUDIA LIMA MARQUES, HERMAN BENJAMIN etc.

Direito Eleitoral – JOSÉ JAIRO GOMES, mas acho que a sinopse do JAIME BARRETO já quebra o galho

Direito Empresarial – aulas do MARLON TOMAZETTE. Quanto às obras, cada autor vai melhor em um assunto. O SANTA CRUZ é bom em algumas coisas, mas muito fraco em contratos, p. ex. Importante saber as principais ideias do FABIO ULHOA. No concurso do TJDFT, empresarial cai forte.

Direito da Criança e do Adolescente – Obra conjunta do ROSSATO, LÉPORE E SANCHES

Direito Penal – Parte Geral – NUCCI e MASSON

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – NUCCI e MASSON

Direito Penal – Legislação extravagante -  NUCCI

Direito Processual Civil – MARINONI (NCPC comentado)

Direito Processual Penal – NUCCI e BRASILEIRO

Direito Tributário – RICARDO ALEXANDRE e LEANDRO PAULSEN

Humanística – difícil uma única obra ser completa. O ideal é buscar o melhor em cada livro. Salvaram-me as aulas do prof. Juliano do IAD e os textos complementares que ele indicou.

Sentença Cível – Obra conjunto de RAIMUNDO SILVINO DA COSTA NETO e outros.

Sentença Penal – para quem nunca viu uma sentença penal, há o livro do RICARDO SCHMIDT. O melhor mesmo é treinar fazendo à mão.

Qualquer livro/curso que indique para o concurso que não se encaixa nas matérias acima – livro de jurisprudência do ano e talvez do ano anterior do Dizer o Direito.

É isso! Até a próxima!

Histórias de sucesso #54: Camilo Chianca de Oliveira Azevedo – PGE/PR, PGE/RN e primeiro lugar no TJSE

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Camilo Chianca, aprovado na PGE PR, na PGE RN e Primeiro Lugar no TJSE!

Ele gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Camilo Chianca de Oliveira Azevedo

Data de nascimento: 05.03.1987

Naturalidade: Recife/PE

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: TJ/SE

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: PGE/PR, PGE/RN e TJ/BA (Analista e técnico)

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: 2 anos e meio (1 ano dedicado a concursos para Advocacia Pública e 1 ano e meio especificamente para Magistratura).

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim. Assessor de Desembargador e, após a aprovação na PGE/PR, Procurador do Estado.

05 - Tempo médio de estudos diário:

R: 4h/dia em média.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Depende do objeto do estudo (questões, jurisprudência, doutrina, etc.). Em geral, eu terminava uma matéria para iniciar a próxima, dentro do mesmo objeto.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Sim. Como eu trabalhava o dia todo, o maior período que eu tinha para estudar era nos finais de semana e feriados.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Apenas para troca de materiais, a partir da segunda fase.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Sim, utilizava resumos/cadernos enviados por colegas.

10 - Fazia revisões do estudo? Com qual frequência?

R: Eu não tenho muita organização didática. Então, quando terminava todo meu material, voltava ao início de tudo, priorizando as matérias em que eu não ia muito bem. Em época de prova, revisava o material de acordo com as características da fase em que eu estava (por exemplo, lei seca e questões para prova objetiva; jurisprudência para prova discursiva, etc).

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Basicamente, apenas nas semanas anteriores à prova objetiva.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Li basicamente uma vez todos os principais diplomas normativos. Após isso, só relia antes de prova objetiva, e apenas as emendas constitucionais recentes, as leis diferentes eventualmente cobradas no edital específico do concurso, ou alguma lei relacionada a matérias em que eu não fosse muito bem.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Eu tento acompanhar a Jurisprudência a partir das notícias do STJ e STF, assim que são proferidos os julgados, e pelos e-mails que o EBEJI encaminha, e, em geral, pontualmente a partir da necessidade prática no trabalho. Estudo mesmo de Jurisprudência eu faço pelo livro do Dizer o Direito, referente ao ano anterior.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: Eu acho que vale a pena o Emagis para treinar bastante no início dissertativas e sentenças, e até mesmo as questões objetivas, embora nem sempre a correção seja muito boa. Com mais prática, acho que vale algum que tenha correções mais individualizadas, como o MEGE. Para a fase oral, não conheço outros cursos, mas indico, com toda certeza, Rogéria Guida.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Acho que cada prova tem uma característica e requer uma preparação diferente nas semanas que a antecedem, depois de se obter uma boa base. Para prova objetiva, acho que se deve priorizar resolução de questões e lei seca; para discursiva, jurisprudência e doutrina; para sentenças, treino de sentenças e jurisprudência; e, para oral, treino e um estudo mais geral.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Não, mas acabava obtendo algumas informações sobre o perfil de alguns examinadores pelo que as pessoas comentavam nos grupos de whatsapp, principalmente.

17- Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Eu apontaria a existência de entendimento diverso, mas concluiria pelo posicionamento do Tribunal Superior, a menos que se trate de questão bastante específica do Estado que possa justificar alguma distinção. Acho que é uma posição mais confortável para eventual recurso.

                                                       BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Indicação de acordo com os livros que efetivamente utilizei no estudo para concurso.

Direito Administrativo – Matheus Carvalho

Direito Ambiental – Frederico Amado

Direito Civil –

Direito Constitucional –

Direito do Consumidor –

Direito do Eleitoral –

Direito Empresarial –

Direito da Criança e do Adolescente –

Direito Penal – Parte Geral – Rogério Sanches

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – Rogério Sanches

Direito Penal – Legislação extravagante - 

Direito Processual Civil – Fredie Didier

Direito Processual Penal –

Direito Tributário –

Humanística – Material disponibilizado pelo MEGE

Sentença Cível –

Sentença Penal – Ricardo Schmitt

Qualquer livro/curso que indique para o concurso que não se encaixa nas matérias acima – Revisaço da JusPodivm

 É isso! Até a próxima!

Histórias de sucesso #53: Clarissa Gonçalves Brasil – TJRR

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Clarissa Brasil, aprovada no TJRR!

Ela gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Clarissa Gonçalves Brasil

Data de nascimento: 08.09.1984

Naturalidade: Cedro-CE

01 - Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: Aprovada no TJRR.

02 - Outros concursos em que foi aprovado:

R: Aprovada na fase oral do TJPI, esperando o resultado definitivo da prova de títulos; Procurador da Prefeitura Municipal de Iguatu-CE; Procurador da Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante-CE; Procurador da Prefeitura Municipal de Pau dos Ferros - RN; Analista do MPU; Analista do TJPI; Concurso de Professor Efetivo do IFCE/2016.

03 - Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: Sempre gostei de estudar, nunca contabilizei o tempo, mas comecei a fazer cursos voltados para concursos em 2011 e passei no concurso do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima em 2016.

04 - Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim, sempre advoguei.

05 - Tempo médio de estudos diário:

R: 4 horas por dia, em média.

06 - Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Dependia da fase do concurso em que eu estava focada. Se o foco fosse primeira fase umas duas/três matérias por dia. Se o foco fosse discursivas/sentenças, umas quatro matérias por dia, já se fosse o estudo voltado para oral, tentava estudar o máximo de matérias por dia, simulando as 24 horas.

07 - Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Sim, mas sempre tirava um dia de folga, e o ritmo de estudo era mais leve nesses dias.

08 - Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Utilizo sim, o estudo fica mais leve, principalmente para você sair um pouco da solidão.

09 - Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: sempre fiz meus próprios resumos, principalmente para estudar para fase oral.

10 - Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Nunca fiz.

11 - Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Só faço em vésperas de provas objetivas, tiro umas duas horas para fazer exercícios.

12 - Com qual frequência lia “lei seca”?

R: A medida que estudava a matéria lia a lei que tratava do assunto.

13 - Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Sempre leio jurisprudência, semanalmente, é fundamental para o meu trabalho, para os estudos e acho prazeroso. Leio o dizer o direito, já li muito o ESINF também.

14 - Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas?  Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: Acredito que qualquer curso que se encaixe no seu modo de estudo/vida é válido, seja um curso de aulas, ou de rodadas de questões, o importante é achar o que te agrada e impulsiona a estudar. Eu, particularmente, prefiro cursos de rodadas a aulas.

Na fase oral é importantíssimo fazer cursos, há vários no mercado, nunca ouvi falar de nenhum ruim, uns focam mais em como falar bem em público, já outros focam no raciocínio e conhecimento jurídicos. Ambos são bons e se complementam, é importante que você observe qual a sua maior deficiência e escolha o que vai te ajudar mais, se você tiver como, aconselho que faça os dois, assim você se torna o “candidato completo”.

15 - Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: O método diferenciado é o seu. Cada um tem um estilo de vida e um jeito de aprender, tente encontrar o seu, não há fórmulas prontas que se adapte para todas as pessoas. Eu nunca iria me adaptar a essas fórmulas vendidas no mercado já que não marco tempo de estudo, não contabilizo horas de revisão e nem números de questões realizadas. Siga o seu ritmo, siga o seu corpo que a coisa flui e logo você obterá ganhos.

16 - Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Sim, sempre, é fundamental conhecer quem vai te avaliar, isso dá um norte nos seus estudos.

17 - Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Trataria do posicionamento do Tribunal Local, mostraria respeito pelo entendimento da casa, mas adotaria o entendimento dos Tribunais Superiores.

                                                  BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – José dos Santos Carvalho Filho e Matheus Carvalho.

Direito Ambiental –  Frederico Amado e, para consultas pontuais, Edis Milaré.

Direito Civil – Tartuce, Cristiano Chaves, Códigos Comentados da Juspodivm.

Direito Constitucional – Dirley da Cunha e Pedro Lenza.

Direito do Consumidor –  Lei seca e Rizzatto Nunes.

Direito do Eleitoral – lei seca, resumos da Juspodvium e José Jairo Gomes.

Direito Empresarial – Resumos da Juspodvium e André Luis Santa Cruz Ramos

Direito da Criança e do Adolescente – Luciano Alves Rossato e resumos da juspodvium.

Direito Penal – Parte Geral – Cleber Masson, Rogério Sanches.

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal – Cleber Masson, Rogério Sanches.

Direito Penal – Legislação extravagante -  Gabriel Habib e lei seca.

Direito Processual Civil – Didier, Daniel Assunção, Código Comentado.

Direito Processual Penal – Nestor Távora, Código Comentado.

Direito Tributário –  Ricardo Alexandre, Sabbag.

Humanística – Vademecum Humanística e resumos disponibilizados pelos cursos.

Sentença Cível – Livro da Juspodvium.

Sentença Penal – Livro da Juspodvium.

Qualquer livro/curso que indique para o concurso que não se encaixa nas matérias acima  - os livros do dizer o direito, todos.

É isso! Até a próxima pessoal!